VII ENCONTRO
NACIONAL DO
DEFE TRAZ AS
CONQUISTAS
DOS FUNCIONÁRIOS
DA EDUCAÇÃO
Nos dias 22, 23 e 24 de julho o Estado do Paraná,
mais precisamente na cidade de Pontal do Paraná, foi realizado o VII Encontro
Nacional do DEFE (Departamento de Funcionários). A abertura oficial do evento
contou com representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE), organizadora do encontro, do Ministério da Educação (MEC), da
APP-Sindicato, Secretaria do Estado da Educação (Seed) e, ainda, com a participação
da senadora e funcionaria de escola Fátima Cleide (PT/Rondônia), entre outros
convidados.
O evento, que tem por objetivo discutir as políticas
de valorização dos funcionários de escolas de todo o Brasil, acontece reuniu
mais de 300 delegados de todo o país.
O presidente da CNTE, Roberto Leão, destacou que este
é um momento importante para a educação pública e também para a valorização dos
funcionários de escolas nestes 15 anos de trajetória do Defe. Segundo ele, a
profissionalização por meio do Programa Profuncionário e também de cursos
tecnólogos superior apontou novas possibilidades para os funcionários de
escolas. No entanto, defendeu mais investimentos para a educação pública.
"A profissionalização precisa aumentar. O funcionário de escola não é
reconhecido. A nossa luta é pela criação de um piso para estes funcionários que
defendem a educação pública e de qualidade. Também é necessário aumentar o
investimento em educação. Hoje a soma de tudo o que é investido em educação
equivale a apenas 4,5% do PIB brasileiro. Isso é muito pouco se nos pensarmos
em oferecer uma educação publica que agregue qualidade num país com tantas
diferenças regionais existentes", pontuou.
Outro ponto destacado por Leão foi a implantação do
Piso Profissional Salarial Nacional (PSPN - Lei 11.738/2008) para os
professores com formação de nível médio. "É um absurdo ver que aqueles que
reivindicam a educação com qualidade neguem ou criem dificuldades para pagar os
míseros R$ 1.312,00, que é valor que a CNTE calcula para o piso aos
profissionais que vão alfabetizar as crianças por uma jornada de no máximo de
40 horas. Além disso, tem pesquisas mostrando que mais de 60% dos municípios
brasileiros e de alguns estados não gastam o dinheiro que é para gastar com
educação. Estes se valem de artifícios contábeis para poder maquiar o recurso
que é estabelecido por lei", finalizou.
Funcionários de escolas no Congresso Nacional - A
senadora Fátima Cleide, como fundadora e membro do Defe, resgatou a histórica
luta da CNTE em prol dos funcionários de escolas. Nesta tarde, compartilhou com
todos a consolidação da luta pela visibilidade destes profissionais. "A
luta é travada no cotidiano da escola, na sociedade e no interior dos
sindicatos. Parabenizo a CNTE que abraça essa luta que considera a identidade
profissional destes trabalhadores da educação", disse a senadora e
funcionaria de escola que lutou pela aprovação da Lei 12.014/09 que reconhece
os funcionários de escolas como profissionais da educação.
Primeira mulher a presidir a Comissão de Educação,
Cultura e Esportes do Senado, Fátima afirma que a luta no segundo semestre será
pela aprovação do PL 280, que trata da formação dos profissionais de educação e
pelo Plano Nacional de Educação (PNE). "O PL 280 foi construído pelo MEC,
juntamente com estados e municípios e sua aprovação é vital para a valorização
dos funcionários de escolas. Outra coisa muito importante a fazer é cobrar do
MEC o envio do PNE para o congresso nacional porque temos um prazo até dezembro
para discutir o novo plano", concluiu.
O secretário executivo adjunto do MEC, Francisco das
Chagas Fernandes, mencionou a construção de políticas públicas junto ao MEC,
como o avanço nas diretrizes nacionais da carreira para a ampliação da
valorização dos funcionários de escolas. Já o diretor da Internacional da
Educação na America Latina (IE), Combertty Rodrigues, disse que essa discussão
é importante e precisa avançar em toda a América Latina. No Paraná, a
superintendente da Secretaria Estadual de Educação (Seed), Sandra Garcia,
mencionou o programa estadual do Profuncionário e o plano de Cargos e Carreira
(lei 123/2008), entre as principais conquistas dos funcionários de escolas do
estado.
Além dos citados, a mesa de abertura contou com a
participação do secretário Geral da CNTE, Denílson Bento da Costa, dos
secretários adjuntos de Política Sindical da CNTE, José Carlos Bueno do Prado
(Zezinho) e Valdivino de Moraes (também secretário de Funcionários da APP), do
coordenador nacional do Defe, João Alexandrino, dentre outros.
Defe - nos últimos 15 anos o Defe se consolidou no
âmbito da CNTE e de seus sindicatos filiados protagonizando a articulação junto
a órgãos de governos das três esferas administrativas, a fim de fazer avançar a
profissionalização e a valorização dos funcionários de escolas. Neste 7°
Encontro Nacional de Funcionários, os debates incluíram ainda Conjuntura;
Profuncionário; Violência nas escolas; Terceirização; Gestão Democrática e
Formação; Valorização e Remuneração; Forma de organização, balanços e encaminhamentos.
Um
dos destaques da atividade foi o debate em torno da Terceirização, um mal que
avanço em todo o Brasil. Para tanto, foram dadas algumas sugestões para barrar
esta nova forma de sucatear a educação pública, como, por exemplo, a realização
imediata de concursos públicos, a interferência nos planos de governos dos
candidatos para as próximas eleições estaduais e federal, campanha nacional
desenvolvida pela CNTE, entre outros.
A
AFUSE, maior delegação do evento, com 65 delegadas e delegados, apresentou suas
proposituras para o avanço da Profissionalização e outras formas de organização
dos funcionários em nível nacional.
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