PROJETO DE LEI QUE RECONHECE OS FUNCIONÁRIOS DA EDUCAÇÃO É APROVADO
A
Comissão de Educação (CE) do Senado aprovou, por unanimidade, no dia
09/09/2008, o projeto de lei 6206/05, de autoria da senadora Fátima
Cleide(PT-RO), que retira da invisibilidade mais de 1 milhão de funcionários da
educação do país ao reconhecê-los como profissionais da educação.
“O
projeto possibilita que esses trabalhadores sejam capacitados, tenham
oportunidade de formação. É o reconhecimento de sua identidade, para que saiam
da invisibilidade”, comemorou a
senadora. Aprovado em caráter terminativo, o projeto deve ser apreciado pelo
plenário ainda esta semana.
Esses
trabalhadores atuam nas secretarias, na recepção dos alunos, bibliotecas,
cantinas, laboratórios, nos cuidados com a segurança e em outras atividades
não-docentes. “Há um histórico processo de provisoriedade e terceirização
das funções exercidas, condição combatida há muito tempo pela Confederação
Nacional dos Trabalhadores em Educação, CNTE, luta a qual pude me engajar por
um bom tempo”, lembrou Fátima.
Com
a alteração feita no artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB),
possibilitada pelo projeto, para caracterizar quem são os profissionais de
escolas, está estabelecido o marco legal para a permanente capacitação dessas
pessoas.
Representante
da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e também
secretário-geral da AFUSE, Zezinho do Prado declarou que a aprovação do projeto
é “a realização de um sonho que há muito tempo a CNTE vem batalhando, no
sentido de modificar a LDB”.
Os trabalhadores em educação podem agora seguir carreira, e quatro categorias de ocupação já foram criadas: alimentação escolar, manutenção de infra-estrutura, multimeios didáticos e gestão educacional. “Acredito que a sociedade ganha muito com a aprovação do projeto, porque hoje vivemos num mundo em se exige, cada vez mais, qualificação, atualização de conhecimentos. Os trabalhadores em educação, que agora podem ser profissionais, estarão integrados de forma mais moderna e atuante no processo de ensino, e quem ganha são os alunos”, disse a senadora.