PLC
56/2008
Os passos da nossa mobilização
Após o envio do Projeto de Lei
Complementar 56/2008, que institui Plano de Cargos e Salários para os
funcionários públicos estaduais regidos pela Lei 712, de 12/04/93 (QSE), a
AFUSE, em conjunto com as demais entidades do funcionalismo público estadual,
protagonizou várias ações para que o conteúdo do projeto seja adequado às
necessidades e demandas dos funcionários abrangidos. Vamos a elas:
EMENDAR
PARA MELHORAR
De posse do projeto em si, a AFUSE
elaborou um conjunto de emendas versando sobre a criação da UBV (Unidade Básica
de Valor), novo enquadramento, terceirização nos serviços públicos, prazo para
implantação do PLC 56/2008, vantagens pessoais, entre outras. As emendas por nós
elaboradas foram analisadas por várias entidades do funcionalismo e passaram a
ser reivindicações de todos os servidores públicos, já que seu caráter era
amplo e contemplava todas as secretarias. Prova disso é que o roteiro de
emendas preparadas por nós se desdobrou em 146 propostas, apresentadas até
mesmo por deputados da base aliada do governo Serra na Assembléia legislativa,
dentre eles a deputada Maria Lúcia Amary, que foi a relatora designada para o
projeto.
SAIBA QUAIS SÃO NOSSOS PRINCIPAIS
PROBLEMAS COM O PLC 56/2008
·
Cria uma tal de UBV
(Unidade Básica de Cálculo), mas não diz qual será o índice que reajustará esta
unidade;
·
Novos enquadramentos;
·
Explicita ainda mais seu
projeto de terceirização nos serviços públicos;
·
Propõe que o conteúdo do
PLC 56 seja divido em duas partes, sendo uma a partir de 1º de outubro de 2008
e a outra só em outubro de 2009;
·
Na avaliação de desempenho
não prevê a participação de uma representação dos trabalhadores;
·
Aplicação do prêmio de
incentivo;
·
A Gratificação Executiva
não incide sobre o adicional e a sexta-parte
PRESSIONAR
PARA AVANÇAR
Não bastava apenas produzir as
emendas. Era preciso uma gestão articulada sobre os deputados estaduais. E foi
exatamente o que a AFUSE propôs: uma audiência com todos os Líderes Partidários
na Assembléia Legislativa para solicitar mais prazo para que o projeto seja
debatido, até mesmo pelo caráter complexo que o mesmo traz em seu conteúdo.
Esta reunião ocorreu no dia 29/10/2008, com a presença do presidente do nosso
sindicato, que tratou, também, de mais dois assuntos de nosso interesse: O PLC
41/2008 (Bonificação de Resultado) e o projeto PROFUNCIONÁRIO, DO MEC, o qual
foi entregue ao presidente da Casa um documento elaborado pela CNTE.
Neste mesmo dia, pela manhã, a AFUSE
participou de uma reunião com técnicos da secretaria de Gestão, responsáveis
pela criação do projeto, para questionar algumas medidas contidas no corpo do
PLC 56/2008.
AMPLIAR
O DEBATE PARA EVITAR O DESGASTE
Dentre as solicitações apontadas na
reunião do Colégio de Líderes Partidários estava a necessidade emergencial de
uma Audiência Pública, com a presença de representantes do governo, para que
pudéssemos expor as contrariedades e buscar as devidas melhorias no projeto.
Enfim, esta Audiência Pública aconteceu nesta quarta-feira, dia 05/11/2008,
articulada pelo deputado estadual Vicente Cândido, presidente da Comissão de
Administração Pública na Assembléia Legislativa, mas sem a presença do governo
ou de qualquer deputado de sua base aliada. No entanto, houve o comprometimento
do Líder do Governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), de realizar, na próxima
semana, com data a ser resolvida, uma nova audiência com a garantia da
participação do Executivo.
FIQUE
MOBILIZADO PORQUE VOCÊ PODE SER CHAMADO
Com toda a experiência que temos nas
ações do governo, sempre unilaterais e às pressas, não podemos confiar nas
promessas feitas por qualquer representante do Palácio dos Bandeirantes, pois a
qualquer momento, na calada da noite, o PLC pode ser colocado em votação e caem
por terra todas as nossas iniciativas. Portanto, FIQUE ATENTO, POIS A QUALQUER
MOMENTO PODE SER NECESSÁRIO QUE LOTEMOS A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA para barrar
qualquer movimento que vise tirar mais direitos do funcionalismo público
CONTINUAMOS AFIRMANDO QUE NÃO É
POSSÍVEL QUE O GOVERNO INSISTA NESTA ESTRATÉGIA DITATORIAL, achando que um
plano sério e sem distorções pode ser construído desta forma atabalhoada.